Sem dúvida, este é um dos expoentes mais importantes da arquitetura moderna, definindo características muito marcantes entre os anos 50 e 60 no Brasil e no mundo.

O movimento surgiu em meados da década de 1950, a partir da expressão “betón brut”, em português “concreto bruto”, mais conhecido como concreto armado.

Seu marco inicial é o projeto Unité d’Habitation de Marselha (1945-1949) do arquiteto franco-suíço Le Corbusier (1887-1965).

 

Unité d’Habitation de Marselha

Os brutalistas defendiam que a “verdade estrutural” não podia ser escondida nos edifícios, e por esse motivo a beleza estética estaria na exposição de vigas, pilares e outros aspectos estruturais.

No Brasil, os “brutos” estrearam no Rio de Janeiro com o Museu de Arte Moderna. Le Corbusier, em 1962, expressou sua admiração pela obra com a seguinte frase: “quis fazer essa coluna, mas não tinha armação desse tipo”.

O MAM teve forte influência para muitos arquitetos brasileiros, com destaque para João Batista Vilanova Artigas e suas marcantes construções, como o Edifício da FAU – USP e o Estádio do Morumbi.

Atentos às proporções e desenhos, os projetos brutalistas brasileiros buscaram elegâncias nas formas, com construções monumentais e angulosas.

Atualmente é possível admirar obras de renomados arquitetos e projetistas, dentre elas a Igreja São Bonifácio, projetada por Hans Broos, o prédio do MASP na Avenida Paulista, de Lina Bo Bardi, e a Casa Brutalista de Ruy Ohtake.

Construída em 1970 e com seu projeto premiado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil em 1975, atualmente faz parte do portfólio da Bossa Sotheby’s International Realty.

Casa Brutalista por Ruy Ohtake (confira a página do imóvel)